Reunião na Cidade do Cabo, África do Sul, apresentou avanços nas negociações
Ministros do meio ambiente de 20 países, reunidos na Cidade do Cabo, África do Sul, vão propor, em conjunto, o engajamento direto dos chefes de governo de países desenvolvidos e em desenvolvimento na busca de soluções para o combate às emissões de gases estufa. A necessidade surgiu a partir do impasse com o grupo de ministros dos países ricos durante o Fórum de Nairobi, realizado na última smana. Não houve consenso sequer sobre condições mínimas para avançar no cumprimento das metas do protocolo de Kyoto, nem a definição sobre como vai funcionar o fundo de financiamento para o combate à mudanças climáticas.
Ficaram acertados novos encontros do grupo do Cabo, desta vez em Bonn, Bangcoc e na Groelândia, antes da Convenção do Clima no mês de dezembro em Copenhagem. Eles vão discutir propostas de avançar nas negociações sobre redução de emissões. Mas, sem a interferência de seus chefes de governo consideram difícil sair do impasse. De um lado, os países ricos (Anexo I da Convenção do Clima) não abrem mão de suas exigências, não admitindo, por exemplo, destinar recursos para China, que em julho próximo deverá se tornar o maior emissor do planeta, sem que seu governo assuma metas quantificáveis e substantivas de redução. Quanto ao G77 acusa os demais de nem seguer cumprirem as metas estabelecidas no protocolo de Kyoto.
Há consenso, contudo, entre os países signatários do protocolo, quanto a necessidade de um entendimento preliminar sobre as decisões envolvendo o assunto. É que, conforme lembrou a secretária de Mudanças Climáticas do MMA, Suzana Kahn, durante a reunião do Cabo, "é urgente definir como medir as reduções das emissões efetivamente obtidas, sem o que não existirão bases para se estabelecer a confiança e o fundo de financiamento adequado para garantir as reduções."
"A contribuição dos países em desenvolvimento é indispensável, ainda que diferenciada e apoiada por transferências de tecnologias e recursos financeiros. Sem essa transferência, ocorrerá inevitavelmente a elevação do nível do mar e a quebra na produção agrícola, o que prejudicará mais ainda as nações mais pobres", afirma o ministro brasileiro, Carlos Minc.
Nenhum comentário:
Postar um comentário