O Jardim Botânico de Brasília inaugurou ontem (30) o Espaço Gilberto Brasil, que vai abrigar a coleção de mais de mil cactáceos e as centenas de peixes temporários que o técnico do Ministério do Meio Ambiente, ambientalista, doutor em engenheira química e uma grande autoridade mundiais em biocombustíveis coletava por hobe e mantinha na casa, em Brasília. A criação do Espaço foi uma iniciativa dos colegas de Gilberto, que trabalhou durante cinco anos na Coordenação de Energia e Meio Ambiente da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental e onde foi visto pela última vez no dia 7 de novembro de 2008.
"Nunca mais ninguém teve notícias dele nem a polícia tem qualquer pista do que aconteceu!", conta a técnica especialista Vania de Araújo Soares, uma das colegas que mais se empenhou em resgatar as cleções e a memória de Gilberto Brasil.
Uma curiosidade sobre as plantas e os peixes que agora vão para o Jardim Botânico é que eles ficaram muito tempo sem receber cuidados, dentro da casa do ambientalista desaparecido. Mas, por sua própria natureza, resistiram: os cactos acostumados à aridez e os peixes aos seus hábitats efêmeros. Nativos de espelhos dágua que se formam com as chuvas e desaparecem na estiagem, eles têm o ciclo de vida curto e deixam ovos para eclodirem na estação seguinte. Os peixes da coleção de Gilberto Brasil morreram. Mas, mesmo fora de seu hábitat natural, deixaram os ovos que deram origem aos indivíduos levados agora para o Jardim Botânico.
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