Por Flávio Basset*
As atitudes humanas em relação ao ambiente somente serão bem vindas se compuserem aqui, não somente a preservação, dita e proclamada de maneira acalorada por todos os cantos e direções, mas atitudes de reconstrução de um novo ser no mundo.
Nossas conseqüências deverão somar ao ambiente novas mudas no chão, um novo lixo e energia, novas posturas de consumo, trabalho e convivência, ou seja, nossa nova estatura.
“Nossos bosques já não tem mais vida. Nossa vida no teu seio desnutrido”.
O que vemos e convivemos em nosso entorno, depõe contra todas as regras morais e étnicas. O respeito abre a sua guarda para o despeito e para a ignorância.
As relações humanas falham. Praticamos a sociedade do sozinho. Não socializamos os nossos filhos e nem os educamos para a finalidade do encontro e do bom convívio.
O planeta passa a ser virtual neste nosso novo ciclo de desenvolvimento. Virtuoso apenas na reação para cada agressão por ele sofrida.
Não há em estoque nada que forme as novas gerações para o respeito, para a bondade, para o que é ético e produtivo. A educação, em esfera terrestre, falha.
Espanamos nosso olhar com a possibilidade colorida do consumo. O consumo nos destaca, mas nos exclui. O que nos exclui, nos expõe, e o que nos expõe segregados da natureza, não nos faz expoente de melhoria e mulplicidade.
Quando é que vamos começar a separar o lixo que produzimos?
Não falo em consciência ambiental, mas em decência e educação. Quando é que vamos pautar o nosso consumo pela embalagem de cada produto? Começar a rejeitar marcas e empresas pela quantidade de lixo que nos obrigam a consumir?
A exclusão da espécie será por meio da porção cognitiva para o descompromisso. O capitalismo cederá ao encontro com o desequilíbrio. A cegueira do nosso inconsciente será para nós revelada, e a catástrofe do indivíduo dar-se-á pela sua própria intimidade.
A sustentabilidade é para o convívio entre os vivos. Acima de tudo para isso. Para que a raça humana possa ser novamente catalogada. Para o desenvolvimento intelectual, físico, cognitivo, moral, espiritual das nossas gerações atuais não atuantes.
Nosso índice de desenvolvimento humano, é desumano. Os fatores variantes são os da nossa imprecisão, da nossa falta de empenho. Somos indivíduos covardes e incongruentes, inconstantes e impertinentes para a continuidade de um planeta inteiro.
Peço socorro, mas acima de tudo, para o socorro.
Que todas as nossas incursões sejam pautadas pelo livro dos nossos novos dias. Pelo aprendizado colecionado pelos animais.
Pela convivência de sustentabilidade sim, natural, pautada apenas, na cadeia alimentar.
Flávio Basset – “O Show do Planeta”.
* Flávio Basset é integrante e vocalista de “O Show do Planeta” - Projeto de formação de populações para a prática de atitudes de respeito e sustentabilidade ( http://www.showdoplaneta.com.br).
Nenhum comentário:
Postar um comentário