terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ana Júlia Carepa afirma que, neste momento, é contra a divisão do estado do Pará

Governadora falou, em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, neste feriado, sobre nepotismo, o horário de funcionamento dos órgãos públicos, economia mineradora, além de defender as ações de seu governo contra o desmatamento

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, ontem (12/10), disse que é contra a divisão do Estado. “Neste momento, eu sou contra, pois nós ainda precisamos avançar muito para pensar nessa situação (...) como se a divisão fosse a grande solução, isso não é verdade."

Entre os temas polêmicos que nortearam o programa, foi apontado o horário de fechamento dos órgãos públicos. Ana Júlia negou, dizendo que “não é verdade que os órgãos estão fechando às 14 horas. É verdade que nós tivemos que diminuir a folha como muitos estados também tiveram, e isso é fruto da crise econômica".

Com relação às denúncias de nepotismo no seu governo, Carepa foi enfática: “O Ministério público mandou um documento me cumprimentando pela luta contra o nepotismo”. Ela ainda comentou que ex-marido não é parente. “Tenho que colocar gente do partido. Não posso colocar gente da oposição, ele é um quadro do partido. Ele não tem culpa de ter sido casado comigo há 12 anos”.

Outra polêmica foi sobre as denúncias de compra de kits escolares sem licitação. A governadora declarou que seu governou cumpre com a licitação. "Eu confiei e confio na análise jurídica da minha ex-secretária, da Secretaria de Educação, que eles poderiam fazer os kits daquela forma”.

Ao ser perguntada sobre a recente pesquisa do Ibope, que indica o índice de 59% de reprovação de seu governo, ela explica que isso acontece quando se tem uma grande votação. Esse resultado “serve para que eu avalie, para melhorar as coisas”.

Na abordagem sobre economia, a governadora disse que o Estado, sendo o mais populoso da Amazônia, tinha que crescer. E o Pará tem uma economia mineradora, voltada para a exportação. Segundo Ana Júlia, quando a companhia Vale diminuiu investimentos, em meio à crise, o Pará foi o que menos sofreu. “Mas agora já estamos retomando. Assinei com a direção da Vale, onde eles se comprometem a construir uma siderúrgica no Pará”.

Outro assunto levantado pelos entrevistadores foi sobre a rearticulção de Serra Pelada, na qual a governadora confirmou que a exploração será retomada, mas, “agora, só pode ser explorada mecanicamente. A cooperativa de garimpeiros contratou uma empresa e eles entraram com licenciamento ambiental. Não haverá mais a exploração manual”, disse.

Ao ser perguntada sobre o desmatamento no seu Estado, Ana Júlia disse que só a repressão não combate o problema: “nós não vamos combater o desmatamento ilegal só com repressão, isso é ilusão, principalmente em um estado como o Pará”. Ela ainda se defendeu, afirmando que o desmatamento tem caído e que seu governo foi o primeiro a apresentar um plano de controle, o PPCAD - Plano de Prevenção, Controle e Alternativas ao Desmatamento do Estado do Pará.

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