terça-feira, 13 de outubro de 2009

Discurso do ministro, em Buenos Aires, fortalece participação brasileira na COP-9

Para Egon Krakhecke, secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, o "ponto alto" da participação brasileira na COP-9, em Buenos Aires, na Argentina, ocorreu no mesmo dia da reunião entre os ministros, com o discurso proferido por Carlos Minc no plenário da Convenção. "Foi uma fala forte, vigorosa, que teve grande repercussão", conta. Na ocasião, Minc falou sobre a importância de que as ações de mitigação e de adaptação aos efeitos do aquecimento global tenham como uma de suas prioridades as áreas degradadas, de semiárido e desérticas.

O ministro brasileiro destacou, ainda, a importância de serem promovidas "ações de solidariedade" aos países pobres, em especial os da África, e defendeu que 1/3 do chamado "Fundo Verde" para ações de enfrentamento do aquecimento global - que deverá ser aprovado em Copenhague, com o aporte inicial de pelo menos US$ 400 bilhões anuais por parte das nações mais ricas - seja direcionado para projetos de adaptação e mitigação de áreas degradadas pela mudança do clima.

Durante o encontro na Argentina, o governo brasileiro aproveitou para apresentar as ações que já vem tomando para fortalecer o combate à desertificação. Uma delas é a articulação de um grande pacto nacional para a construção de uma agenda de desenvolvimento sustentável para o semiárido, região onde estão localizados 11 estados brasileiros, sendo os nove nordestinos e mais Minas Gerais e Espírito Santo.

A realização do 1º Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação, previsto para ocorrer em 2010 em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), e a implementação do Programa Nacional de Combate à Desertificação (PAN/Brasil), que norteará políticas estaduais, também foram apresentadas aos participantes da COP-9. A Convenção começou na segunda-feira, 21 de setembro e terminou na sexta-feira, 2 de outubro.

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