Medida subsidiará os países do bloco para o enfrentamento da degradação de terras
Os custos ambientais e econômicos da não adoção das medidas necessárias para conter o processo de desertificação, e a consequente degradação de terras, serão objeto de um estudo que será realizado, em breve, pelos países do Mercosul. A informação é do secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Egon Krakhecke. Ele participou, em Buenos Aires, da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP-9).
De acordo com o secretário, que acompanhou o ministro Carlos Minc no encontro internacional, o estudo é importante porque subsidiará os países do bloco na estratégia de enfrentamento do problema. "Essa iniciativa representa um avanço", avalia. Krakhecke também destaca o apoio dos ministros do Meio Ambiente do Mercosul, da Bolívia, Chile e Venezuela à proposta do ministro brasileiro, apresentada em reunião paralela à COP-9 e realizada na terça-feira, 29 de setembro. Minc defendeu a ideia de que os projetos de recuperação de solos degradados, como os desertificados, sejam considerados ações de mitigação dos efeitos do aquecimento global.
Com o entendimento entre os ministros, a expectativa agora é de que o tema seja discutido na Convenção da ONU sobre Mudança do Clima, marcada para dezembro, em Copenhague (Dinamarca). "Estou defendendo que as ações de recuperação de áreas degradadas, como no Nordeste, entrem no Mercado de Crédito de Carbono", disse Minc, em Buenos Aires.
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