sábado, 11 de abril de 2009
23 anos de saudades...
Hoje, 11 de abril, completam 23 anos que meu melhor amigo e pai, Francisco Xavier da Cunha Tembra, cumpriu sua missão nesta vida e partiu para outra, creio que melhor... Saudades eternas, meu velho, quanta falta sinto de você...
Teatro de Vanguarda
No próximo 22 de abril, será o lançamento de mais uma obra de Paraguassú Éleres, em Belém do Pará. Trata-se do livro Teatro de Vanguarda - o Norte Teatro Escola do Pará e os Festivais de Teatro de Estudantes - Recife, Santos, Brasília, Porto Alegre (1958 a 1962). O evento se realizará no Teatro Estação Gasômetro, Parque da Residência, na Avenida Magalhães Barata 830, às 19 horas.
Empregos limpos nos EUA são exemplo para o Brasil
Algumas das promessas do Green Deal verde já estão se mostrando viáveis. Uma delas é a geração de empregos com a economia limpa.
A indústria de energia eólica nos Estados Unidos acaba de ultrapassar a poderosa indústria do carvão em número de empregos gerados. As empresas que produzem, instalam e fazem manutenção dos cataventos passaram a empregar 85 mil pessoas em 2008. Enquanto o setor do carvão continuou gerando 81 mil postos de trabalho. Dos empregos gerados com a energia eólica, 13 mil foram em regiões que estavam sofrendo com o encolhimento de outras indústrias manufatureiras.
Isso é o resoltado de um investimento recente americano em energias limpas e renováveis, como forma de reduzir a dependência no petróleo e também diminuir as emissões poluentes. No ano passado, os EUA aumentaram em 50% a capacidade instalada dos geradores a vento. É um bom exemplo para o Brasil, onde a própria presidente da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas no Senado, Ideli Salvatti, defende o investimento em carvão. Como ela explica em entrevista à Época.
Enquanto isso, a ecologicamente correta Vale do Rio Doce insiste em termelétricas a carvão mineral em Barcarena, Estado do Pará, na Amazônia, o pulmão do mundo...
A indústria de energia eólica nos Estados Unidos acaba de ultrapassar a poderosa indústria do carvão em número de empregos gerados. As empresas que produzem, instalam e fazem manutenção dos cataventos passaram a empregar 85 mil pessoas em 2008. Enquanto o setor do carvão continuou gerando 81 mil postos de trabalho. Dos empregos gerados com a energia eólica, 13 mil foram em regiões que estavam sofrendo com o encolhimento de outras indústrias manufatureiras.
Isso é o resoltado de um investimento recente americano em energias limpas e renováveis, como forma de reduzir a dependência no petróleo e também diminuir as emissões poluentes. No ano passado, os EUA aumentaram em 50% a capacidade instalada dos geradores a vento. É um bom exemplo para o Brasil, onde a própria presidente da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas no Senado, Ideli Salvatti, defende o investimento em carvão. Como ela explica em entrevista à Época.
Enquanto isso, a ecologicamente correta Vale do Rio Doce insiste em termelétricas a carvão mineral em Barcarena, Estado do Pará, na Amazônia, o pulmão do mundo...
Compostagem sem fedor nem mosquitos
O designer Ken Jasinski idealizou uma caixa de compostagem de plástico, inspirado nos produtos da Tupperware. A caixa seria leve e bonita. Também teria a tampa vedada, para evitar a dispersão de mau cheiro e não atrair o enxame de mosquitos que as composteiras tradicionais trazem. Pode ser que alguém adote essa idéia. Seria melhor se fosse feita com plástico reciclado. Outra opção é uma máquina de compostagem para quem mora em apartamentos.
Cresce o número de lobistas das mudanças climáticas
Na política americana, o grupo de pressão para o fim do aquecimento global triplicou nos últimos cinco anos, atingindo um total de 2340 lobistas em 2008, segundo um artigo publicado no jornal californiano San Francisco Chronicle.
O número de lobistas agora ultrapassa a quantidade de congressistas americanos na proporção de quatro para um. Já o número total de lobistas em Washington caiu no último ano, passando de 15397 para 15139.
Embora no Brasil o loby seja informal e muitas vezes ligado à corrupção, nos Estados Unidos a atividade é considerada uma profissão, e constitui uma parte importante do processo político. O aumento do número de lobistas em defesa do meio ambiente se deu sobretudo em função do incentivo de ONGs como a Sierra Club, que no ano passado gastou sete vezes mais dinheiro com a atividade do que em 2005.
Em Washington, nos últimos cinco anos o número de lobistas em defesa do meio ambiente passou de 50 para 180. “Existem mais pessoas dizendo que nós temos que fazer alguma coisa do que o contrário”, afirma Tony Kriendler, do Fundo em Defesa do Meio Ambiente. Mesmo assim, o grupo de pressão em defesa das indústrias e da energia ainda ultrapassa os lobistas do meio ambiente em uma proporção de oito para um.
Esse lobby pode ser importante porque, embora a crise econômica passe em alguns anos, a crise climática vai durar pelo menos um século.
O número de lobistas agora ultrapassa a quantidade de congressistas americanos na proporção de quatro para um. Já o número total de lobistas em Washington caiu no último ano, passando de 15397 para 15139.
Embora no Brasil o loby seja informal e muitas vezes ligado à corrupção, nos Estados Unidos a atividade é considerada uma profissão, e constitui uma parte importante do processo político. O aumento do número de lobistas em defesa do meio ambiente se deu sobretudo em função do incentivo de ONGs como a Sierra Club, que no ano passado gastou sete vezes mais dinheiro com a atividade do que em 2005.
Em Washington, nos últimos cinco anos o número de lobistas em defesa do meio ambiente passou de 50 para 180. “Existem mais pessoas dizendo que nós temos que fazer alguma coisa do que o contrário”, afirma Tony Kriendler, do Fundo em Defesa do Meio Ambiente. Mesmo assim, o grupo de pressão em defesa das indústrias e da energia ainda ultrapassa os lobistas do meio ambiente em uma proporção de oito para um.
Esse lobby pode ser importante porque, embora a crise econômica passe em alguns anos, a crise climática vai durar pelo menos um século.
Se a realidade imitar a ficção...
Imposto para Preservação do Planeta
“O Ministério do Meio Ambiente informa que, a partir de abril, todos os brasileiros serão descontados em 12% na folha de pagamento para salvar o planeta”. A notícia falsa, que circulou na internet , pegou muita gente no primeiro de abril. O email vem até com uma página supostamente extraída do site do ministério, explicando a notícia e mostrando a mordida do imposto em cada faixa salarial. O nome da repórter era sugestivo: Lucia Leão.
“O Ministério do Meio Ambiente informa que, a partir de abril, todos os brasileiros serão descontados em 12% na folha de pagamento para salvar o planeta”. A notícia falsa, que circulou na internet , pegou muita gente no primeiro de abril. O email vem até com uma página supostamente extraída do site do ministério, explicando a notícia e mostrando a mordida do imposto em cada faixa salarial. O nome da repórter era sugestivo: Lucia Leão.
Estudo avalia impacto de carros elétricos na rede energética
Os carros elétricos – aqueles que basta ligar na tomada para rodar usando apenas eletricidade e não gasolina – são apontados como o futuro do transporte na era do aquecimento global. Ao usar energia elétrica, eles emitiriam menos gases causadores do efeito estufa do que os motores movidos a combustíveis fósseis, como gasolina e gás natural. Mas eles também têm seu impacto. O que acontece com a rede elétrica de um país quando você liga vários carros na tomada?
Um estudo realizado pela empresa de consultoria e auditoria PriceWaterHouseCoopers (PwC) avaliou pela primeira vez o impacto desses novos carros no sistema de energia de um país. O primeiro avaliado foi a Áustria. De acordo com o estudo, se os carros elétricos representarem 20% da frota austríaca daqui a 20 anos, haverá um aumento de 3% no consumo de energia elétrica. Não seria necessário construir nenhuma hidrelétrica ou termelétrica a mais para dar conta da demanda extra e ainda haveria uma redução de 16% nas emissões relacionadas ao setor de transporte.
Estimativas feitas para o Brasil pelo gerente de sustentabilidade empresarial da PwC no país, Ernesto Cavasin, sugerem que, se todos carros novos vendidos no Brasil fossem elétricos, haveria aumento na demanda de 7 terawatts-hora. Isso representa 1,5% da atual oferta de eletricidade no país, que baseia cerca de 80% de sua matriz energética em usinas hidrelétricas, menos poluentes. Mas será que o Brasil, que enfrentou um “apagão” menos de uma década atrás, tem condições de dispor de 1,5% de sua eletricidade?
“Se o Brasil conseguir concretizar os projetos para geração elétrica que está propondo, será pouco afetado por esse consumo extra”, diz Cavasin. “O importante é o país se programar para que essa energia extra seja proveniente de fontes renováveis“. Se o Brasil quisesse explorar seu potencial eólico para abastecer sua nova frota, teria que aumentar seu investimento em cataventos. O crescimento na demanda de energia por causa dos carros representa 10 vezes a atual capacidade de geração eólica do país, ainda segundo cálculos da PwC.
Um estudo realizado pela empresa de consultoria e auditoria PriceWaterHouseCoopers (PwC) avaliou pela primeira vez o impacto desses novos carros no sistema de energia de um país. O primeiro avaliado foi a Áustria. De acordo com o estudo, se os carros elétricos representarem 20% da frota austríaca daqui a 20 anos, haverá um aumento de 3% no consumo de energia elétrica. Não seria necessário construir nenhuma hidrelétrica ou termelétrica a mais para dar conta da demanda extra e ainda haveria uma redução de 16% nas emissões relacionadas ao setor de transporte.
Estimativas feitas para o Brasil pelo gerente de sustentabilidade empresarial da PwC no país, Ernesto Cavasin, sugerem que, se todos carros novos vendidos no Brasil fossem elétricos, haveria aumento na demanda de 7 terawatts-hora. Isso representa 1,5% da atual oferta de eletricidade no país, que baseia cerca de 80% de sua matriz energética em usinas hidrelétricas, menos poluentes. Mas será que o Brasil, que enfrentou um “apagão” menos de uma década atrás, tem condições de dispor de 1,5% de sua eletricidade?
“Se o Brasil conseguir concretizar os projetos para geração elétrica que está propondo, será pouco afetado por esse consumo extra”, diz Cavasin. “O importante é o país se programar para que essa energia extra seja proveniente de fontes renováveis“. Se o Brasil quisesse explorar seu potencial eólico para abastecer sua nova frota, teria que aumentar seu investimento em cataventos. O crescimento na demanda de energia por causa dos carros representa 10 vezes a atual capacidade de geração eólica do país, ainda segundo cálculos da PwC.
Dantas e Tranchesi na mira do Ibama
O que há em comum entre o banqueiro Daniel Dantas e a empresária Eliana Tranchesi, a dona da boutique de luxo Daslu? A primeira resposta poderia ser os processos judiciais por sonegação fiscal e formação de quadrilha. Mas, além dessa infeliz coincidência, Dantas e Tranchesi também são considerados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como criminosos ambientais. As multas aplicadas contra a dupla podem chegar a R$ 12,1 milhões.
A empresária foi autuada por comércio ilegal de produtos com couro de animais exóticos e peles. Segundo o Ibama, a prática ocorre desde 2006. Além de pagar a multa, a Daslu vai ter que se cadastrar para poder importar esse tipo de material para o Brasil.
No caso de Dantas, as acusações são mais graves. Ele foi considerado pelo Ibama como o maior criminoso ambiental do Pará. Segundo o órgão, as atuações foram feitas contra a empresa Agropecuária Santa Bárbara, de propriedade do banqueiro e que abrange seis municípios e engloba 15 fazendas. Os crimes seriam referentes ao desmatamento ilegal na Amazônia e à quebra de embargos aplicados pelo Ibama contra a empresa. As multas contra o banqueiro foram divulgadas no jornal O Liberal.
A Agropecuária Santa Bárbara é a maior produtora de gado da Amazônia, com um rebanho que pode chegar ao inacreditável número de 500 mil cabeças de gado. Alguns especulam que a empresa possa ter até um milhão de cabeças, o que seria o maior rebanho bovino particular do mundo. O IBGE estima que 78% do que foi derrubado na Floresta Amazônica virou pastagem. Qual será a contribuição de Daniel Dantas nesse volume?
No ano passado, a Revista Época fez o primeiro mapa com a conexão entre os grandes frigoríficos e a pecuária em áreas de desmatamento ilegal na Amazônia.
A empresária foi autuada por comércio ilegal de produtos com couro de animais exóticos e peles. Segundo o Ibama, a prática ocorre desde 2006. Além de pagar a multa, a Daslu vai ter que se cadastrar para poder importar esse tipo de material para o Brasil.
No caso de Dantas, as acusações são mais graves. Ele foi considerado pelo Ibama como o maior criminoso ambiental do Pará. Segundo o órgão, as atuações foram feitas contra a empresa Agropecuária Santa Bárbara, de propriedade do banqueiro e que abrange seis municípios e engloba 15 fazendas. Os crimes seriam referentes ao desmatamento ilegal na Amazônia e à quebra de embargos aplicados pelo Ibama contra a empresa. As multas contra o banqueiro foram divulgadas no jornal O Liberal.
A Agropecuária Santa Bárbara é a maior produtora de gado da Amazônia, com um rebanho que pode chegar ao inacreditável número de 500 mil cabeças de gado. Alguns especulam que a empresa possa ter até um milhão de cabeças, o que seria o maior rebanho bovino particular do mundo. O IBGE estima que 78% do que foi derrubado na Floresta Amazônica virou pastagem. Qual será a contribuição de Daniel Dantas nesse volume?
No ano passado, a Revista Época fez o primeiro mapa com a conexão entre os grandes frigoríficos e a pecuária em áreas de desmatamento ilegal na Amazônia.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Congresso dos EUA ignora CO2 gerado por desmatamento
Grandes emissores de gases de efeito estufa, os EUA caminham lentamente para o consenso de uma política climática nacional que coloque um filtro em suas chaminés industriais e escapamentos de carros. Mais distante ainda parece estar o entendimento dos legisladores americanos sobre o impacto das florestas tropicais de países em desenvolvimento nas nações ricas - e a necessidade de uma legislação global a respeito.
Uma pesquisa divulgada em Washington pela organização Resources for the Future mensurou o que alguns ambientalistas americanos suspeitavam: até mesmo os congressistas mais engajados na causa ambiental desconhecem conceitos da correlação entre desmatamento e geração de carbono, tampouco o estágio das negociações internacionais sobre o tema.
"Embora o Protocolo de Kyoto não contemple ainda os projetos de Redd [Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação], já existe um amplo consenso de incluir os gases oriundos do desmatamento para o próximo acordo climático global", afirma o relator do estudo, Lou Leonard. "Por este motivo era necessário realizar uma pesquisa para medir o conhecimento dos nossos congressistas".
Ao longo de dois meses, 31 representantes do Senado e da Câmara dos Representantes dos EUA envolvidos nos debates de energia e clima - democratas, republicanos e independentes - foram ouvidos sobre o papel das florestas tropicais nas mudanças climáticas e na regulamentação de novas políticas nacionais e internacionais.
Califórnia ratifica trunfo ambiental do etanol de cana
Uma das agências de proteção ambiental mais poderosas dos EUA está prestes a aprovar uma resolução que deverá provocar a reavaliação profunda dos benefícios gerados por biocombustíveis como o etanol, criando novas oportunidades para os usineiros brasileiros interessados em aumentar as exportações do produto para o cobiçado mercado americano.
A medida está há meses em estudos no Conselho de Qualidade do Ar do Estado da Califórnia, organismo encarregado de definir regras para a execução de um ambicioso programa lançado há dois anos para incentivar o consumo de combustíveis limpos e combater o aquecimento global.
A iniciativa poderá levar à adoção de políticas semelhantes em outros Estados americanos e na esfera federal. No centro do debate está a possibilidade de os EUA adotarem um método novo e controverso para calcular a contribuição da indústria dos biocombustíveis para as mudanças climáticas, contabilizando efeitos indiretos como o impacto da produção no desmatamento na Amazônia e no uso da terra em outras partes do globo.
A medida está há meses em estudos no Conselho de Qualidade do Ar do Estado da Califórnia, organismo encarregado de definir regras para a execução de um ambicioso programa lançado há dois anos para incentivar o consumo de combustíveis limpos e combater o aquecimento global.
A iniciativa poderá levar à adoção de políticas semelhantes em outros Estados americanos e na esfera federal. No centro do debate está a possibilidade de os EUA adotarem um método novo e controverso para calcular a contribuição da indústria dos biocombustíveis para as mudanças climáticas, contabilizando efeitos indiretos como o impacto da produção no desmatamento na Amazônia e no uso da terra em outras partes do globo.
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